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Cardeal Tolentino Mendonça vai presidir às celebrações de Wiltz
Purpurado português foi elevado a cardeal no mesmo consitório de Mons. Hollerich

- D. José Tolentino Mendonça
Foto: Agência ECCLESIA/Arlindo Homem
O cardeal do Luxemburgo convidou e D. Tolentino aceitou. O cardeal arquivista e bibliotecário do Vaticano vai presidir, no ano que vem, à peregrinação de Nossa Senhora de Fátima, em Wiltz, no norte do Luxemburgo.
O convite foi feito por D. Jean Claude-Hollerich a D. Tolentino Mendonça durante os dias do consistório de Outubro, em Roma, altura em que os dois purpurados se conheceram.
O convite seguiria depois pelas vias formais e a resposta oficial acaba de chegar.
«Quero agradecer e aceitar o simpático convite que me fez na sua carta de 8 de Novembro», começa por afirmar o cardeal português.
«Para mim, será uma oportunidade maravilhosa de conhecer a Igreja e a realidade do Luxemburgo e também de conhecer a comunidade portuguesa», diz ainda D. Tolentino Mendonça.
A peregrinação de Nossa Senhora de Fátima, em Wiltz, reúne todos os anos cerca de 20 mil pessoas, maioritariamente de origem portuguesa, naquele que é já considerado como um dos acontecimentos pastorais mais importantes da arquidiocese do Luxemburgo.
No ano que vem, em 2020, a peregrinação de Wiltz vai decorrer na quinta-feira da Ascensão, dia 21 de Maio.
«TU ÉS A POESIA»

- Foto: Agência ECCLESIA/Arlindo Homem
No dia do consistório em que recebeu o barrete cardinalício das mãos do Papa Francisco, o cardeal D. José Tolentino Mendonça revelou uma conversa com o sumo pontífice, em que o papa destacou a a sua faceta de poeta, quando o saudou, antes do consistório de criação cardinalícia que decorreu na Basílica de São Pedro.
“Foi interessante, quando ele se abeirou de mim, eu disse-lhe baixinho: ‘Santo Padre, o que é que me fez?’ E ele riu-se e disse: olha, a ti eu digo aquilo que um poeta disse, ‘tu és a poesia’.
Depois da cerimónia na Basílica de São Pedro, o novo cardeal chegou à Sala Régia do Palácio Apostólico, onde uma pequena multidão vinda de Portugal o esperava para cumprimentar. D. José Tolentino trazia ao peito uma cruz pastoral de prata (na foto ao lado), que pediu aos três bispos da Diocese do Funchal (D. Nuno Brás e os seus predecessores, D. António Carrilho e D. Teodoro de Faria) que abençoassem.
“Trago-a hoje em sinal da história que me trouxe aqui”, explicou na altura aos jornalistas.
Questionado sobre o que sentiu, aquando da imposição do barrete cardinalício, D. José Tolentino sublinhou a dimensão da fé: “Senti tudo: senti o abraço de Deus, senti a responsabilidade de cada passo, e senti que há uma coisa maior do que eu”.
“Em determinados momentos, acho que todos, crentes, laicos, padres, cardeais, país de família, sentimos que a vida é maior. Foram passos conscientes, não foram uns passos quaisquer”, concluiu.
O cardeal português nasceu em Machico (Arquipélago da Madeira) em 1965, tendo sido ordenado padre em 1990 e bispo a 28 de julho de 2018; foi reitor do Pontifício Colégio Português, em Roma, diretor da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa e diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, da Igreja Católica em Portugal.
A 26 de junho de 2018, o Papa nomeou-o como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo. No passado dia 5 de Outubro, o papa Francisco elevou-o a cardeal.
O madeirense de 53 anos, é o segundo membro mais jovem do colégio cardinalício, depois do cardeal de Bangui (República Centro-Africana), Dieudonné Nzapalainga, de 52 anos.

- Consistório de 5 de Outubro, em Roma. D. Jean-Claude Hollerich é o primeiro a contar da esquerda e D. Tolentino é o quinto, também a contar da esquerda.
Foto: Vatican News


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